Conecte a qualquer ERP

A REST API aberta do SkyPlanner se conecta a sistemas ERP, MES e operacionais, incluindo ERPs internos. Crie a integração você mesmo ou conte com a ajuda da nossa equipe.

Também funciona de forma independente — uma integração ERP é opcional, não obrigatória.

Discutir projeto de integração

Conecta com sistemas ERP e MES como

recursos

Planejamento bruto de capacidade: valide seu MPS com RCCP

Seus recursos críticos dão conta do MPS? Use este exemplo de RCCP para identificar sobrecargas e transformar o plano em uma programação viável.

Jussi Mäntylä Especialista em Planejamento de Produção, SkyPlanner Atualizado 15 de outubro de 2026 13 min de leitura
Neste artigo
  1. O que é planejamento bruto de capacidade?
  2. Onde o RCCP se encaixa: MPS, MRP, CRP e programação
  3. Como calcular as necessidades de capacidade no RCCP
  4. Qual método de RCCP usar?
  5. Exemplo de RCCP: uma semana com déficit de 19 horas-máquina
  6. Transforme a sobrecarga em uma decisão
  7. Por que a validação pelo RCCP não garante entregas no prazo
  8. Da decisão sobre capacidade à programação no SkyPlanner
  9. KJH-Comp: além das cargas semanais agregadas
  10. Transforme sua próxima revisão de capacidade em ação

Início » Recursos » Planejamento bruto de capacidade: valide seu MPS com RCCP

Tempo de leitura estimado: 11 minutos

O plano mestre de produção define o que você pretende produzir. O planejamento bruto de capacidade verifica se os recursos críticos dão conta desse plano. Essa verificação é importante antes que compras, produção e vendas comecem a agir com base em um plano que a fábrica não consegue cumprir.

O planejamento bruto de capacidade (RCCP) converte as quantidades de produção planejadas em carga sobre os principais recursos e compara essa carga com a capacidade disponível. Assim, você pode decidir antecipadamente se mantém o plano mestre, altera as quantidades ou datas, ou disponibiliza mais capacidade.

Mas uma semana com carga equilibrada ainda não significa uma sequência viável de operações. Uma máquina pode ter horas suficientes no total e, mesmo assim, estar indisponível quando um pedido urgente precisar dela. Use o RCCP para avaliar se o compromisso de produção é viável e, depois, use o SkyPlanner APS para transformar as operações necessárias em uma programação coordenada. O Arcturus calcula os horários considerando seus recursos e prioridades; o gráfico de Gantt mostra o que isso significa para a produção e as entregas.

O que é planejamento bruto de capacidade?

O RCCP verifica a capacidade necessária para cumprir o plano mestre de produção (MPS), com foco nos recursos que podem impedir sua execução. Pode ser um grupo de máquinas que constitui um gargalo, uma equipe de montagem especializada, um forno ou uma linha de produção com capacidade restrita.

A pergunta central é bem específica: em cada período de planejamento, quanto desse recurso o MPS vai exigir e quanto você realmente consegue disponibilizar?

O planejamento é chamado de “bruto” porque não é preciso sequenciar todas as operações para identificar um grande desequilíbrio. Você seleciona os recursos críticos e usa um modelo simplificado das necessidades de capacidade. Isso torna o RCCP útil enquanto ainda há tempo para rever os compromissos de produção, organizar turnos extras ou discutir a terceirização.

Períodos semanais são úteis para muitos fabricantes, mas o RCCP não exige um número fixo de semanas ou meses. Escolha um horizonte que abranja as decisões que você precisa tomar e períodos que deixem visíveis as sobrecargas a serem resolvidas. Mudanças de capacidade com prazo de implantação longo exigem mais antecedência do que um turno com horas extras.

Onde o RCCP se encaixa: MPS, MRP, CRP e programação

Cada uma dessas atividades de planejamento responde a uma pergunta diferente:

AtividadePergunta principalDetalhamento típico
Planejamento mestre de produçãoQuais produtos devemos fabricar, em quais quantidades e períodos?Itens do plano mestre e quantidades previstas para conclusão
Planejamento bruto de capacidadeOs principais recursos dão conta desse plano mestre?Carga dos recursos críticos por período
Planejamento das necessidades de materiais (MRP)Quais materiais e componentes são necessários e quando?Necessidades calculadas a partir das estruturas de produto e dos dados de suprimento
Planejamento das necessidades de capacidade (CRP)Qual capacidade o plano detalhado de materiais exige?Necessidades mais detalhadas por operação e centro de trabalho
Programação detalhada da produçãoQual operação será executada, onde e quando?Postos de trabalho, operações, turnos, dependências e prioridades das operações

O MPS e o RCCP devem funcionar em um ciclo de revisão. Se a capacidade não for suficiente, revise o plano proposto ou a capacidade disponível e faça uma nova verificação. Não encaminhe um plano mestre com sobrecarga para as etapas seguintes supondo que a programação detalhada vá criar as horas que faltam.

O caminho inverso também importa: quando a programação detalhada revelar um gargalo recorrente, use essa informação para rever as premissas de capacidade. Um recurso que não parecia crítico com o mix de produtos do trimestre passado pode precisar entrar na próxima análise de RCCP.

Como calcular as necessidades de capacidade no RCCP

Comece pelas quantidades de produção do MPS, sem somar a demanda de vendas a elas. O plano mestre já deve expressar a decisão do que produzir. Contar a mesma demanda novamente aumenta a carga indevidamente.

Para um modelo baseado em horas:

Horas necessárias do recurso = soma de (quantidade do MPS × horas do recurso por unidade), mais eventuais horas de setup calculadas separadamente.

Faça esse cálculo para cada recurso e período selecionados. Depois, compare o resultado com a capacidade na mesma unidade de medida:

Índice de carga da capacidade = horas necessárias ÷ horas disponíveis × 100%.

Um índice acima de 100% indica sobrecarga nas premissas adotadas. Um índice abaixo de 100% significa que a carga total cabe na capacidade disponível; não comprova que todas as operações possam cumprir seus prazos individuais.

Estruture o cálculo em cinco etapas:

1. Escolha os recursos críticos. Inclua as máquinas, as competências profissionais ou as linhas que podem limitar o cumprimento do plano. Evite usar um total geral da fábrica que esconda a sobrecarga de um recurso atrás da capacidade ociosa de outro.

2. Defina as necessidades de recursos. Use uma lista de capacidade ou um perfil de recursos consistente para cada item do plano mestre. Mantenha as horas-máquina separadas das horas de mão de obra. Inclua o trabalho relevante dos componentes sem contá-lo novamente em outra parte do cálculo.

3. Aloque a carga no período correto. Se uma operação crítica ocorrer antes da data prevista para a conclusão do produto, desloque sua necessidade de capacidade para o período correspondente. Caso contrário, a conveniência de concentrar o cálculo na semana de conclusão pode esconder uma falta de capacidade anterior.

4. Calcule uma disponibilidade realista. Considere o calendário de trabalho, o efetivo disponível e as paradas planejadas. Aplique os ajustes de desempenho de forma consistente, sem descontar a mesma perda duas vezes.

5. Analise as diferenças e recalcule o plano. Registre a ação proposta, o recurso e o período afetados e a carga revisada. Uma sobrecarga sem uma resposta acordada continua sendo uma sobrecarga.

Se for mais adequado planejar a linha em unidades produzidas, compare as unidades planejadas com as unidades que podem ser produzidas por período. Garanta que a taxa de produção reflita o mix de produtos: produtos diferentes nem sempre podem ser tratados como peças equivalentes.

Qual método de RCCP usar?

Três abordagens comuns oferecem diferentes níveis de simplicidade e detalhamento da carga:

  • O planejamento de capacidade por fatores globais (CPOF) converte o MPS em uma carga de trabalho total e a distribui conforme as proporções históricas de uso dos recursos. É uma aproximação rápida, mas mudanças no mix de produtos podem tornar essas proporções enganosas.
  • As listas de capacidade especificam as horas de recursos críticos necessárias por produto. Elas mostram por que dois planos mestres com a mesma quantidade total podem gerar gargalos muito diferentes.
  • Os perfis de recursos também distribuem essas necessidades no tempo, aplicando deslocamentos conforme os lead times. Eles ajudam a identificar operações críticas que precisam ocorrer em um período anterior ao da conclusão do produto acabado.

Use o modelo mais simples que ainda permita identificar a decisão necessária. O cálculo por lista de capacidade é um bom ponto de partida quando os produtos exigem capacidades diferentes dos recursos compartilhados. Aplique deslocamentos no tempo quando o roteiro de fabricação atravessar mais de um período de planejamento.

Exemplo de RCCP: uma semana com déficit de 19 horas-máquina

Imagine um fabricante que produz dois conjuntos de bombas, A e B. Ambos utilizam o mesmo grupo de máquinas de usinagem e a mesma equipe de montagem. Neste exemplo simplificado, o trabalho nos recursos críticos ocorre na mesma semana da conclusão, e os tempos por unidade já incluem a parcela estimada do tempo de setup.

ProdutoHoras de usinagem por unidadeHoras de mão de obra de montagem por unidadeMPS da semana 1MPS da semana 2MPS da semana 3
A0,400,25120180100
B0,750,508010080

O grupo de usinagem conta com duas máquinas. Cada uma opera em dois turnos de oito horas por dia, durante cinco dias. A capacidade programada é de 2 máquinas × 2 turnos por dia × 8 horas por turno × 5 dias = 160 horas-máquina. Com um fator de planejamento de 80%, a capacidade utilizável é de 128 horas-máquina por semana. Neste exemplo, o fator já considera as perdas de capacidade esperadas, que não são descontadas novamente.

A equipe de montagem tem capacidade disponível de 96 horas de mão de obra por semana, calculada separadamente com base no seu efetivo e calendário.

A usinagem na semana 2 exige:

(180 × 0,40) + (100 × 0,75) = 147 horas-máquina.

São 19 horas a mais que as 128 disponíveis, o que corresponde a uma relação carga/capacidade de 114,8%, com arredondamento para uma casa decimal.

Recurso críticoHoras disponíveis por semanaHoras necessárias na semana 1Horas necessárias na semana 2Horas necessárias na semana 3
Grupo de usinagem128108147100
Equipe de montagem96709565

A carga de montagem cabe na capacidade de todas as semanas, mas as horas de mão de obra que sobram não podem substituir horas de usinagem. Da mesma forma, a capacidade de máquina disponível na semana 3 não resolve um compromisso de entrega da semana 2, a menos que a data de entrega seja alterada.

Transforme a sobrecarga em uma decisão

Uma opção é disponibilizar mais 19 horas úteis de usinagem na semana 2. É preciso verificar os custos e a disponibilidade de pessoal, mas a necessidade de capacidade está clara.

Outra opção é produzir 50 unidades de A na semana 1, em vez da semana 2. Isso antecipa 20 horas de usinagem e 12,5 horas de mão de obra de montagem:

Recurso críticoCarga revisada da semana 1Carga revisada da semana 2Capacidade semanal
Grupo de usinagem128127128
Equipe de montagem82,582,596

No MPS revisado, A passa a ser: 170, 130, 100; B permanece em 80, 100, 80. A produção total nas três semanas não muda. A sobrecarga desaparece neste modelo, mas a usinagem da semana 1 fica sem nenhuma folga além das perdas já consideradas no cálculo da capacidade.

Antecipar a produção é, portanto, uma decisão de negócio, não uma solução sem custo. Você precisa dos materiais mais cedo, de espaço para armazenar os conjuntos montados e de um produto cuja demanda e especificação justifiquem a antecipação. Compare esses custos com os de horas extras, terceirização ou uma alteração negociada na entrega.

O RCCP torna as alternativas concretas. Ele não decide qual compromisso tem mais valor para o seu negócio.

Por que a validação pelo RCCP não garante entregas no prazo

No exemplo revisado, a carga cabe na capacidade semanal dos dois recursos. Agora imagine que o material de uma das ordens da semana 1 só chegará na quinta-feira, enquanto várias outras ordens precisam do mesmo grupo de usinagem antes da montagem de sexta-feira.

As 128 horas da semana não equivalem às horas que ainda estarão disponíveis após a chegada do material. A sequência das operações, os horários dos turnos e a passagem para a montagem passam a ser determinantes. Uma verificação de RCCP não consegue definir esses horários apenas com base nos totais.

Veja quatro motivos pelos quais um plano de capacidade equilibrado ainda pode falhar na execução:

  • Distribuição do trabalho dentro do período: várias operações precisam do mesmo recurso no mesmo dia.
  • Dependências entre operações: a montagem não pode aproveitar a capacidade livre antes que a usinagem conclua as peças necessárias.
  • Aptidão dos recursos: uma máquina alternativa tem horas livres, mas não consegue executar a operação necessária.
  • Mudanças nas condições: um atraso de material, uma quebra de máquina ou um pedido urgente altera o plano após a revisão.

É nesse ponto que se deve passar da verificação agregada para a programação com capacidade finita. Mantenha o RCCP na etapa inicial de decisão sobre os compromissos a assumir; use uma programação detalhada para verificar como as operações realmente se encaixam.

Da decisão sobre capacidade à programação no SkyPlanner

O SkyPlanner APS é o próximo passo recomendado quando seus planejadores gastam tempo transformando essas decisões em filas de operações por máquina e refazendo essas filas a cada mudança na produção. Mantenha o RCCP no seu processo de planejamento mestre e use o SkyPlanner para a programação detalhada que vem em seguida.

Mantenha seu ERP como fonte dos dados de negócio e de produção. O SkyPlanner se integra a qualquer ERP ou MES por meio de sua REST API aberta, conectando essas informações à programação da produção, em vez de exigir que o planejador refaça o plano manualmente a todo momento.

Configure os postos de trabalho, as etapas do processo, os turnos, os operadores e as prioridades. O Arcturus usa a capacidade, as dependências e as regras configuradas para calcular a programação. Quando a programação que considera os materiais está habilitada, a disponibilidade de materiais e os recebimentos previstos também influenciam os horários. Você visualiza as operações resultantes e suas relações na linha do tempo do Gantt.

No exemplo das bombas, o próximo passo prático é programar as quantidades de produção revisadas e verificar quando a usinagem e a montagem terminam. Se a data de chegada de um material mudar, atualize as informações de suprimento e recalcule. A visualização no Gantt oferece uma base concreta para decidir entre manter o compromisso, alterar prioridades ou providenciar mais capacidade.

Isso reduz o esforço de planejamento justamente onde o cálculo do RCCP termina: na coordenação do trabalho entre os recursos e na manutenção dessa coordenação quando as condições mudam. O planejador define as prioridades; o Arcturus calcula a programação. Se ainda não for possível concluir o trabalho necessário dentro dos prazos, a decisão de negócio continua evidente, em vez de ficar escondida por um total semanal equilibrado.

KJH-Comp: além das cargas semanais agregadas

A KJH-Comp, fabricante finlandesa de peças de chapa metálica sob contrato, já fazia o carregamento semanal agregado no ERP C9000 e em planilhas. O problema estava na etapa seguinte: os pedidos dos clientes tinham datas específicas de entrega, mas os supervisores ainda distribuíam as operações entre as máquinas manualmente. Dois supervisores dedicavam, cada um, pelo menos metade do seu tempo à programação da capacidade.

A empresa manteve seu ERP e adotou o SkyPlanner para a programação com capacidade finita. Em seu relato publicado, a KJH-Comp descreve a atribuição automática de operações às máquinas, a identificação antecipada de gargalos e a redução do trabalho manual de programação. A responsabilidade pela programação passou de dois supervisores para um, enquanto o outro assumiu outras tarefas.

A KJH-Comp relata que a pontualidade de entrega passou de cerca de 50% para até 98% em 2026. Essa é a experiência da empresa com sua própria implantação. Para uma revisão de RCCP, a lição está no problema prático que a empresa superou: passou da visibilidade da carga semanal à coordenação do trabalho diário, em vez de deixar os supervisores montarem manualmente mais filas de operações.

Transforme sua próxima revisão de capacidade em ação

Na próxima revisão do MPS, identifique o recurso crítico com a maior diferença entre carga e capacidade. Defina com os envolvidos se a solução será deslocar a produção para outro período, acrescentar capacidade útil ou alterar o compromisso; em seguida, recalcule a carga no RCCP. Antes de liberar o trabalho revisado, confira a programação detalhada em relação às demais operações e à disponibilidade de materiais.

Use o SkyPlanner para tornar essa última etapa mais rápida e útil. Inicie um teste com dados de demonstração para explorar o fluxo de programação ou agende uma demonstração com foco no seu gargalo, nos seus turnos e nos seus compromissos de entrega. Traga o plano de produção que você quer executar e veja como o Arcturus e a linha do tempo do Gantt ajudam a transformá-lo em uma programação que sua equipe pode usar.

Jussi Mäntylä

Especialista em Planejamento de Produção, SkyPlanner

Crie um cronograma de produção mais claro com o SkyPlanner

Conecte seus dados, revise o primeiro plano e mantenha os planejadores no controle de cada programação que for lançada.